Os Fantasmas da Fotografia e do Cinema: uma breve introdução

  • José Bértolo Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, Centro de Estudos Comparatistas https://orcid.org/0000-0003-0445-0909
  • Margarida Medeiros Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Instituto de Comunicação da NOVA

Resumo

Com algumas excepções que complexificam a regra, entre as quais os filmes de anima- ção, o medium do cinema possui uma matriz fotográfica. No seu célebre artigo sobre a “imagem fotográfica”, André Bazin discute a “objectividade essencial” (2002,13) co- mum às artes do cinema e da fotografia. Contudo, a esse substrato fotográfico o cinema acrescenta o tempo e o movimento, aproximando-se de uma ideia de espectáculo que remonta a meios e formas mais antigos, tais como a Lanterna Mágica e a Fantasma- goria. O cinema inscreve-se, assim, de forma determinante, numa história dos media assombrados, e o lugar que ele ocupa nesta história foi investigado e caracterizado por Laurent Mannoni no seu ensaio seminal, Le Grand art de la lumière et de l’ombre: archéo- logie du cinéma, por meio de uma detalhada e convincente escavação dos antecedentes espectrais do cinema (Mannoni 1999).

Biografia Autor

José Bértolo, Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, Centro de Estudos Comparatistas

Doutorado pela ULisboa (2019) e investigador do Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras de Lisboa. Publicou os volumes Imagens em Fuga: Os Fantasmas de François Truffaut (2016), Sobreimpressões: Leituras de Filmes (2019) e Espectros do Cinema: Manoel de Oliveira e João Pedro Rodrigues(2020), e co-organizou, entre outros, Morte e Espectralidade nas Artes e na Literatura (2019).

Publicado
2020-12-04
Como Citar
Bértolo, J., & Medeiros, M. (2020). Os Fantasmas da Fotografia e do Cinema: uma breve introdução. Revista De Comunicação E Linguagens, (53). Obtido de https://rcl.fcsh.unl.pt/index.php/rcl/article/view/16