Bertina Lopes: a militant with a brush

  • Nancy Isabel Dantas Contemporary and Modern Art Perspectives – Africa Fellow The Museum of Modern Art

Resumo

Este ensaio procura recuperar a memória da artista Bertina Lopes (Maputo, 11 Julho 1924-Roma, 10 Fevereiro 2012) e a sua presença  e participação, embora indirecta, na fraternidade nacionalista de Moçambique dos anos 50 e 60. Ao salientar certas alianças, nomeadamente a sua colaboração, na qualidade de ilustradora dialogante, na primeira edição do livro Nós Matámos o Cão-Tinhoso (1964), de Luís Bernardo Honwana, procuro analisar a sua experiência tácita do colonialismo racial português, experiência essa que a levou a munir-se contra o império com uma trincha. Deste modo, proponho que a artista seja considerada como uma das figuras fundadoras de uma genealogia modernista africana.

 

Palavras-chave: Bertina Lopes, Luís Bernardo Honwana, modernismos anti-coloniais e independentistas, arte moçambicana



Publicado
2021-06-30
Como Citar
Dantas, N. I. (2021). Bertina Lopes: a militant with a brush. Revista De Comunicação E Linguagens, (54). Obtido de https://rcl.fcsh.unl.pt/index.php/rcl/article/view/125